Sabrina Orlandin | Nutri Materno Infantil

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Precisamos acabar com um mito: não existe leite fraco!

18.Nov

Precisamos acabar com um mito: não existe leite fraco! | Sabrina Orlandin Nutricionista Materno-infantil

Um mito que cerca o aleitamento e que contribui para a angústia das mães é que o leite materno pode ser fraco. Mas eu posso afirmar, sem dúvidas: não existe leite fraco! Ele, inclusive, é o principal alimento do bebê no primeiro ano de vida.

Esse tipo de fala, sem comprovação e baseada no achismo, só gera mais ansiedade e preocupação à mãe, em um momento em que ela já está passando por muitas novidades, tendo que lidar com um bebê recém-nascido e com todo o turbilhão de emoções do puerpério.

O fato é que o leite materno passa por fases: a primeira é o colostro, fundamental para a imunidade do bebê. Já o leite de transição tem teor de gorduras maior e mais calorias. O leite maduro, da última fase, possui todos os nutrientes que o bebê necessita até os seis meses de vida, quando se inicia a introdução alimentar. Lembrando que a amamentação é recomendada até os 2 anos ou mais, conforme os órgãos de saúde.

Mas por que as pessoas falam que o leite é fraco?

Este mito pode estar relacionado ao baixo ganho de peso de alguns bebês. A questão, nestes casos, não é a qualidade do leite materno, mas, sim, pode estar relacionada com alguma dificuldade no momento da amamentação, pega incorreta, entre outras coisas.

Outra hipótese que reforça este pensamento é a quantidade de vezes que o bebê mama por dia. A criança que mama no peito tende a mamar mais vezes seguidas, e muitos pensam que isso é ruim. Na verdade, é o contrário. O leite materno é tão bom que o organismo da criança o absorve rapidamente, como se fosse uma refeição leve. Já no caso das fórmulas infantis, o bebê precisa de mais tempo para digerir. Por isso, a necessidade de mamar no peito com mais frequência ou a “toda hora” como alguns dizem.

E o fato de o bebê chorar bastante, principalmente, nos primeiros dias de vida nem sempre está ligado à fome. Devemos lembrar que ele chegou há pouco no mundo e está em adaptação.

Amamentação em livre demanda estimula a produção de leite

Vale reforçar que a amamentação deve ser por livre demanda, ou seja, sem estabelecer horários e duração das mamadas até os seis meses, permitindo que o bebê sugue a quantidade de leite necessária até estar saciado. Como a produção de leite é estimulada pela sucção, quanto mais o bebê mamar, mais leite será produzido.

O que ocorre, muitas vezes, é que a mãe, ao achar que seu leite é fraco ou insuficiente, acaba recorrendo à fórmula. Esta opção pode diminuir ainda mais a produção de leite materno, já que a sucção do bebê é diminuída.

Busque ajuda de bons profissionais

Eu sei que a amamentação pode ser um processo difícil e requer muita paciência e carinho, pois amamentar vai além da nutrição: é um ato de amor, que fortalece o vínculo mãe-filho. Portanto, mamãe, invista na amamentação materna sempre que puder. Busque informações de profissionais sérios que podem te oferecer todo o apoio nesta fase tão importante para você e seu bebê.

Não dê ouvidos aos conselhos sem fundamento e que só geram mais angústia.

Se precisar de orientações alimentares, conte comigo. Agende uma consulta para conversarmos e esclarecer todas as suas dúvidas. A informação correta combate mitos como esse.

Lembre-se sempre: leite fraco não existe!

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