Sabrina Orlandin | Nutri Materno Infantil

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Mitos e verdades sobre a alimentação de autistas

07.Out

Mitos e verdades sobre a alimentação de autistas | Sabrina Orlandin Nutricionista Materno-infantil

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um assunto cercado por dúvidas e, muitas delas, passam pela alimentação, principalmente, das crianças. Por isso, eu elenquei alguns mitos e verdades sobre o tema com o objetivo de facilitar o dia a dia de todos que convivem com pessoas autistas, principalmente os pais e mães.

Mas, antes de entrarmos no assunto da alimentação, eu gostaria de saber: você sabe, de fato, o que é o TEA? O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é uma condição de saúde caracterizada por déficit na comunicação social e comportamento. Há muitos subtipos do transtorno. Alguns sinais aparecem cedo, mas o diagnóstico só pode ser feito por profissionais capacitados. Algumas características comuns: riso inapropriado, não olhar nos olhos, frieza emocional, poucas demonstrações de dor, dificuldade de interação social, entre outras.

Veja, abaixo, alguns mitos e verdades sobre a alimentação de crianças autistas:

"Autistas apresentam seletividade alimentar"

Verdade. As crianças, principalmente, podem apresentar comportamentos seletivos, os quais geram consequências diretas em seus hábitos alimentares, resultando em desinteresse e recusa por determinados alimentos. A textura da comida é o principal fator de negação relatado pelos pais.

"Não é necessário criar uma rotina alimentar. Basta deixar a criança livre para comer o que desejar"

Mito. Pelo contrário, o ideal é ter uma rotina estruturada. Siga os mesmos passos diariamente antes das refeições, como lavar as mãos e colocar a mesa juntos. Isso gerará segurança no seu filho. Se a criança estiver de acordo, apresente alimentos diferentes em seu prato para que, aos poucos, se familiarize com cores, cheiros e texturas diferentes. Não force, mas ofereça variedades.

"Alimentos com soja e farinha de trigo podem potencializar os sintomas do autismo"

Verdade. Alimentos com soja, leite e farinha de trigo podem, sim, potencializar os sintomas do transtorno pois podem induzir a uma reação de hipersensibilidade (reação alérgica). Mas a retirada deles do cardápio só deve ser feita com o acompanhamento de um nutricionista, que indicará os substitutos adequados para estes alimentos.

"Autistas não têm propensão à obesidade"

Mito. Veja: um artigo publicado pela Academic Pediatrics alerta que pelo menos uma em cada três crianças e adolescentes com autismo está acima do peso ou obeso, segundo levantamento com 3 mil pessoas. A explicação para esse número pode ser relacionada à falta de sociabilidade, que faz com que as crianças se exercitem menos, além de comportamentos restritivos e repetitivos, os quais podem comprometer o desenvolvimento de habilidades motoras e os níveis de aptidão física.

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