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Especial de Páscoa: qual é o melhor chocolate para o meu filho(a)?

07.Abr

Especial de Páscoa: qual é o melhor chocolate para o meu filho(a)? | Sabrina Orlandin Nutricionista Materno-infantil

Nesta semana comemoramos a Páscoa, uma celebração religiosa que, além disso, vem repleta de muitos doces e chocolates. E aí sempre surge a dúvida de muitas mamães: qual é o melhor ovo de Páscoa para oferecer ao meu filho? Para muitas famílias, por mais que a alimentação saudável seja sua prioridade, a Páscoa é o momento de permitir que o coelhinho faça um agrado aos pequenos. Mas isso não significa que não podemos escolher opções mais saudáveis, certo!? Como o amargo, por exemplo!

O desenvolvimento de hábitos saudáveis começa desde cedo, ou seja, se você começar a oferecer chocolates amargos para seu filho, o paladar dele irá se adaptar. Mas, se ele já tem costume de comer os outros tipos de chocolates, o ideal é fazer a troca aos poucos, até ele se acostumar com o novo sabor.

Quero esclarecer uma coisa: apesar dos benefícios que o chocolate amargo possui, não se deve exagerar. Afinal, tudo que é exagerado não é saudável. Para as crianças pequenas (de 3 a 5 anos), deve-se oferecer um pedaço pequeno, de 15 a 20g por dia. Para a molecada mais grandinha, o ideal é oferecer um pedaço um pouquinho maior - no máximo 35g por dia. Isso vale para todos os tipos de chocolate, até mesmo aqueles que possuem alto teor de cacau.

Conheça um pouco de cada tipo de chocolate

Estudos comprovam que chocolates com teor entre 70 e 90% de cacau ajudam a prevenir doenças cardiovasculares, isso porque esses chocolates mais amargos têm pouquíssimo açúcar e gorduras.
Atualmente, no mercado, existem diversos tipos de chocolate, mas o melhor mesmo, e que muita gente já sabe, são aqueles que têm uma maior porcentagem de cacau ou massa de cacau – e são mais benéficos para a saúde. Conheça quais os tipos existentes e qual possui mais ou menos cacau - sendo mais e menos saudável.

Chocolate ao leite: é o mais consumido pela população brasileira, obtido a partir da mistura de derivados de cacau (média de 20 a 40% de cacau). Contém manteiga de cacau, açúcar, leite, leite em pó ou leite condensado. Possui uma grande quantidade de açúcar e maior valor calórico que o chocolate meio amargo.

Chocolate branco: muitas pessoas consideram-no como chocolate, mas ele não possui em sua fórmula o cacau. Para ser considerado chocolate, é preciso que o produto tenha pelo menos 25% de cacau e o “chocolate” branco é feito da manteiga do cacau, açúcar e leite. Não contém os nutrientes presentes no cacau, por isso é o mais gorduroso e o mais calórico.

Chocolate amargo: é o que possui o maior teor de cacau (de 70 a 90%) e chega a ter 7x mais flavonoides do que o chocolate ao leite. É composto pelas sementes do cacau, um mínimo de manteiga de cacau, sem adição de açúcar e leite (daí o sabor amargo). É rico em antioxidantes que combatem os radicais livres e previnem o envelhecimento precoce e doenças cardiovasculares.

Chocolate meio amargo: feito com 50% de cacau em média. Porém, apresenta uma maior quantidade de açúcar se comparado com o chocolate amargo.

Chocolate diet: não contém açúcar em sua composição, porém, há uma maior quantidade de gordura e deve ser evitado por quem deseja reduzir a quantidade de calorias na dieta.

Chocolate de soja: especialmente para pessoas com alergia à proteína do leite de vaca (APLV) ou intolerância à lactose. Possui em sua composição a proteína isolada da soja. Vale lembrar que crianças que têm APLV também têm alergia à soja.

Alfarroba: uma opção para pessoas com APLV. Enquanto o cacau possui até 23% de gordura e 5% de açúcar, a alfarroba possui 0,7% de gordura e um alto teor de açúcares naturais (sacarose, glicose e frutose), em torno de 38 a 45%. Estudos recentes mostraram que a alfarroba não contém glúten e possui potencial antioxidante muito elevado, semelhante ao do azeite e superior ao do vinho, o que leva os investigadores a acreditarem que os componentes do fruto podem ser úteis no combate aos radicais livres e doenças crônico-degenerativas. Também reduz efetivamente a assimilação da ingestão diária do excesso de colesterol, devido ao seu teor e qualidade das fibras. Seu poder na redução do colesterol do sangue é o dobro de outras fibras.

Dicas para não exagerar no chocolate nesta época do ano

- Para evitar que essa data não se torne apenas um período para o consumo excessivo de chocolate, que tal programar atividades em família?

- Pintar ovos e fazer máscara de coelhinhos com tinta ou ainda contar uma história são alternativas que contribuem para o convívio familiar;

- Corte os chocolates em pequenos pedaços e congele no freezer, assim você dificulta o acesso;

- Oferecer às crianças o chocolate apenas no domingo de Páscoa e não também na sexta e no sábado;

- Procure no dia seguinte tomar/oferecer bastante água e ter uma alimentação mais leve como saladas, frutas e legumes;

- Combinar com os familiares que cada criança receberá 1 ovo.

Mas, mais do que tudo isso, é importante que você lembre e alerte os seus pequenos que o verdadeiro símbolo da Páscoa é estar com a família reunida e não na quantidade de ovos de Páscoa. Eles só deixam o momento um pouco mais doce. Mas não exagere, ok?

Se você quer entender melhor sobre a quantidade a ofertar ao seu pequeno, além dos tipos e de como inseri-lo na alimentação saudável, entre em contato comigo. Ficarei feliz em ajudar você nesse processo.

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